Marcha da bicicleta: saiba como usar da melhor forma!

Quem já tem experiência nos treinos de pedal ou utiliza a bike como meio de transporte a mais tempo, sem dúvidas, sabe da importância das marchas e como usá-las corretamente.

Contudo, para os bikers menos experientes ou para quem está planejando começar a pedalar em breve, aprender a efetuar a troca de marchas da forma correta é fundamental, tanto para otimizar as pedaladas durante o percurso quanto para preservar a própria marcha da bicicleta. Confira o post que a equipe da FKS Bikes preparou pra você!

Como funciona a marcha da bicicleta?

foto da marcha na roda traseira de bicicleta vermelha

Muitos podem pensar que as partes mais importante de uma bicicleta são as rodas ou os pneus, porém, a parte mais importante das bikes é o sistema construído para que possamos pedalar. E em uma bike de marchas, o sistema é mais complexo, com alavancas e engrenagens específicas para que o ciclista otimize suas pedaladas, fazendo com que os movimentos fiquem mais leves nas subidas, por exemplo, ou que ganhe mais velocidade nas retas.

Apesar de parecer um sistema complexo em uma primeira impressão, o funcionamento do câmbio de marchas é simples e fácil de usar. Basicamente, o sistema de marchas de uma bike opera com uma pedivela (manivela para os pés) presa a coroa, que se movimenta através da corrente, e mais um conjunto de engrenagens preso às rodas.

O que permite que a bicicleta fique mais ou pesada é justamente o sistema de engrenagens preso às rodas e também nas pedivelas, com diferentes tamanhos de engrenagens que torna possível alternar a corrente entre elas, facilmente pelo comando dos passadores presos ao guidão.

A troca de marcha ocorre, de fato, quando a corrente muda de uma engrenagem para outra.

Entenda os tipos de passadores de marcha

foto de guidão de bike com passadores de marcha

Os passadores são as alavancas presas ao guidão que utilizamos para efetuar a troca de marchas, portanto, é necessário entender quais são os tipos de passadores que você encontrará disponíveis no mercado.

Existem dois tipos de sistemas de bikes com marchas, as que possuem apenas câmbio traseiro, como outras com dois câmbios, dianteiro e traseiro. Igualmente serão o número de passadores, quando a bike tem apenas o câmbio na roda de trás, o passador, geralmente, está localizado no lado direito do guidão.

Simples, duplo ou giratório

Os passadores são classificados: em simples (sistema de uma alavanca), duplos, com duas alavancas, sendo os modelos rapidfire, EZ-fire e trigger shifter os modelos mais encontrados no mercado, e os giratórios, sendo grip shift e Revoshift, os mais famosos.

O sistema de alavanca simples, como o próprio nome já diz, é composto com apenas um passador, que o ciclista aumenta ou diminui ao acionar de um lado para o outro. Este modelo é pouco utilizado atualmente, sendo mais presente em bicicletas mais antigas.

Já o sistema de alavancas duplo, com passadores em ambos os lados, um para diminuir e outro para aumentar as marchas, dispostos para serem facilmente alcançados pelos dedos polegares e indicadores do ciclista, para que a troca de marchas seja mais eficaz.

Por último, o sistema de giro ou giratório é formado por uma peça giratória presa a manopla, que diminui e aumenta a marcha conforme é girada.

Câmbio simples ou indexado

Além da nomenclatura que explicamos abaixo, também é válido entender se o câmbio é simples ou indexado.

No sistema indexado, a corrente da bike passa automaticamente para a posição correta da próxima marcha e o ciclista ouve apenas um clique, o que torna esse sistema muito eficaz.

Já o sistema simples é o que gera alguma dificuldade para os ciclistas de primeira viagem quando o assunto é a troca de marcha da bike, já que o próprio usuário que precisa acertar a posição correta da próxima marcha com a troca correta de forma manual ao acionar os passadores.

O jeito de descobrir se você está pedalando na marcha errada é se atentar aos ruídos gerados no sistema de transmissão da bike, um som como se o sistema estivesse falhando ou “engasgando”.

Apesar do sistema indexado ser muito mais fácil e eficaz na hora de utilizar, é preciso estar atento à sua manutenção, já é normal que esse sistema desregule com o tempo e possa ser danificado com o uso contínuo de forma desregulada.

Dicas práticas para a troca de marchas

ciclista parado ao lado de bicicleta fks

Agora, você entendeu um pouco sobre os sistemas de troca de marcha da bicicleta, vamos às dicas práticas de como utilizá-los na prática.

Mantenha-se em movimento para passar as marchas

Essa dica, apesar de parecer óbvia, é muito importante, já que a bike precisa estar em movimento para que você possa trocar as marchas.

Outra dica importante é sentir quando será o momento que você precisará efetuar a troca de marchas. Isso mesmo, assim como quando você aprende a dirigir um carro e o faz quase que automaticamente com o passar do tempo, para trocar as marchas da bike também é assim. Por isso, é de suma importância que você conheça muito bem a sua bicicleta.

Outro ponto a ser ressaltado é: não troque de marchas se a pedalada estiver confortável!

Ou seja, se você estiver indo bem, sem precisar fazer um esforço excessivo, não há necessidade de passar para a próxima marcha.

E jamais acione as alavancas de câmbio com a bike parada e nem quando estiver pedalando para trás. Isso danificará o sistema de câmbio da sua bike.

Para trocar o câmbio traseiro, acione os passadores da direita

O câmbio traseiro sempre é o mais utilizado, por sua precisão, rapidez e quantidade de marchas a mais que o dianteiro.

Para usar as marchas mais leves e aumentar a velocidade de rotação, a dica é acionar a alavanca traseira do passador, próxima ao polegar. Essas marchas mais leves são indicadas para baixas velocidades e em subidas, para facilitar as pedaladas.

Em declives, em que a velocidade aumenta naturalmente, a dica é utilizar marchas mais pesadas. Para isso, basta acionar a alavanca dianteira do passador, que fica ao alcance do seu dedo indicador (em formato de gatilho).

Para trocar o câmbio dianteiro, acione os passadores da esquerda

Comumente, o câmbio dianteiro é utilizado antes de grandes transições de força na pedalada, como no início de uma subida ou de uma descida.

Para deixar as marchas mais pesadas, reduzindo as rotações, basta acionar a alavanca traseira do trocador, próxima ao dedo polegar. Nas subidas, como dissemos, o mais apropriado é usar as marchas mais leves. Para trocar para uma marcha mais leve, utilize a alavanca dianteira do trocador, que pode ser facilmente acionada pelo seu dedo indicador (como um gatilho).

Nunca cruze a corrente

ciclista trocando marcha de bike fks na grama

Essa é outra dica que você precisa estar ciente. Quando a bike tem mais de uma coroa, não é indicado usar relações formadas por coroas grandes e pinhões grandes, assim como não é indicado usar coroas pequenas e pinhões pequenos.

Isso faz com que a corrente se cruze, aumentando seu ângulo de funcionamento, desgastando todos os componentes do sistema.

Quando a bike é composta de três coroas e você ainda não se sente confortável com o câmbio dianteiro, é válido usar a coroa do meio na maior parte do percurso, deixando a pequena apenas para as subidas mais acentuadas e a grande apenas nas descidas mais íngremes.

A prática leva a perfeição

A nossa última dica é: pratique! A ordem para a troca de marchas não é sequencial. Há uma lógica, que deve ser adquirida intuitivamente, conforme você vai vai pedalando e percebendo as nuances que vão surgir.

Isto é, você consegue perceber quando está fazendo muita ou pouca força ao pedalar e se sente quando deverá efetuar a troca da marcha. E sempre se atente aos ruídos vindos do sistema de transmissão da sua bike para se certificar de que ele está funcionando como deve ser. O correto é não haver ruídos!

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